Equipes de fiscais agropecuários do Pará participam de ações de monitoramento, controle e supressão da praga em Manaus; iniciativa também contribui para fortalecer a proteção fitossanitária do território paraense

Equipes de fiscais agropecuários da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) estão atuando no Amazonas em ações de monitoramento, controle e supressão da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), praga quarentenária de grande importância econômica para a fruticultura brasileira.
A participação dos servidores paraenses ocorre por meio de cooperação institucional, em razão da experiência acumulada pela ADEPARÁ na vigilância e no enfrentamento da praga. As atividades estão concentradas em Manaus, onde a situação fitossanitária demanda o fortalecimento das medidas de monitoramento e controle.
Além de contribuir para a estratégia de enfrentamento da praga no Amazonas, a atuação das equipes paraenses possui caráter preventivo e estratégico para o Pará. A redução da população da mosca-da-carambola e da pressão dos focos no estado vizinho contribui para diminuir o risco de dispersão em direção ao território paraense.
Experiência paraense a serviço da defesa fitossanitária
Os servidores da ADEPARÁ integram diretamente as ações do Programa de Erradicação da Mosca-da-Carambola, aplicando no Amazonas conhecimentos e procedimentos desenvolvidos a partir da experiência acumulada no Pará.
Entre as atividades realizadas em campo estão o monitoramento fitossanitário, a inspeção e o acompanhamento de armadilhas, a prospecção da praga, a coleta e o manejo de frutos hospedeiros, a identificação de áreas de risco e a execução de medidas de controle e supressão previstas no programa. As equipes também prestam apoio técnico aos profissionais locais.
As ações têm como principal objetivo reduzir a população da praga e diminuir a pressão dos focos existentes na região de Manaus.
Segundo Adalberto Tavares, coordenador do Programa da Mosca-da-Carambola no Pará, a experiência dos servidores paraenses em vigilância, monitoramento por armadilhas, controle e supressão de focos foi determinante para a participação na operação.
“A experiência prática desenvolvida pelos servidores no Pará credenciou a equipe para colaborar com as ações que estão sendo realizadas no Amazonas. É uma oportunidade de compartilhar conhecimento técnico e, ao mesmo tempo, contribuir para o fortalecimento da defesa fitossanitária regional”, destaca.
De acordo com o coordenador, a cooperação possui importância estratégica para o Pará. “Quanto maior a capacidade de supressão dos focos no Amazonas, especialmente na região de Manaus, menor tende a ser a pressão de dispersão da praga em direção ao território paraense. Portanto, além da cooperação institucional, a operação contribui diretamente para a proteção fitossanitária do Pará e, particularmente, para a defesa da fruticultura e dos polos citrícolas do Estado”, enfatiza.

Cooperação técnica institucional
A cooperação técnica possibilitou o deslocamento de servidores experientes da ADEPARÁ para apoiar as ações desenvolvidas no Amazonas. Ao todo, 10 servidores foram selecionados para participar da missão, considerando a experiência prática acumulada no enfrentamento da mosca-da-carambola no território paraense.
A primeira equipe, formada por cinco servidores, permaneceu aproximadamente 30 dias no Amazonas, executando atividades vinculadas ao Programa de Erradicação da Mosca-da-Carambola.
No último domingo, 23 de agosto, outros cinco servidores se deslocaram para o Amazonas, formando a segunda equipe da missão. O grupo também deverá permanecer aproximadamente 30 dias no estado, dando continuidade às ações de campo.

Proteção do território paraense
A mosca-da-carambola é uma praga quarentenária de grande relevância econômica. Sua introdução e dispersão em novas áreas podem provocar impactos à fruticultura, tanto pelas perdas ocasionadas aos frutos quanto pelas consequências comerciais e pelas possíveis restrições ao trânsito e à comercialização de produtos vegetais.
A situação fitossanitária do Amazonas exige atenção especial do Pará em razão da proximidade territorial, das rotas de circulação de pessoas e produtos e do potencial de dispersão da praga.
Diante desse cenário, a ADEPARÁ mantém uma estratégia permanente de vigilância, baseada no monitoramento por armadilhas, na fiscalização do trânsito de vegetais hospedeiros, no acompanhamento de áreas de maior risco e na adoção de respostas rápidas diante de suspeitas ou detecções.
“Essa rede de vigilância é fundamental para proteger não apenas as áreas próximas às regiões de maior risco, mas também os polos produtores de frutas e, particularmente, os polos citrícolas paraenses, evitando que a praga alcance regiões importantes para a economia agrícola estadual. Nesse contexto, colaborar com a supressão da praga no Amazonas também é uma medida de defesa do próprio território paraense”, explica Adalberto Tavares.