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1 - Apresentação

O Brasil é 5° produtor de cacau do mundo, ao lado da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões. O Estado do Pará é o segundo maior produtor de cacau do Brasil, com uma área plantada de 110.000 ha, sendo a principal região produtora a Transamazônica, que compreende o trecho entre os municípios de Novo Repartimento e Trairão. No estado são produzidas cerca de 65.000 t., que geram uma renda de aproximadamente, 290 milhões de reais e uma arrecadação de 20 milhões em ICMS anualmente. A cacauicultura no Pará é responsável por 44 mil empregos diretos, sendo a maioria na agricultura familiar, e 176 mil indiretos.

O estado do Pará destaca-se como principal responsável pelo abastecimento nacional de cupuaçu, com oferta de 60% dos frutos consumidos no mercado brasileiro sendo o líder nacional em produção da cultura. Segundo os últimos dados oficiais da Secretaria de Agricultura (Sagri-PA), ao todo, são produzidos no Pará 41,2 mil t. do produto por ano, em uma área plantada com pouco mais de 12 mil hectares. O plantio, em grande parte, é conduzido por pequenos agricultores nos municípios de Tomé Açu, Moju, Acará, Bujaru e Santarém.

Dentre os problemas fitossanitários existentes no Estado destaca-se a Broca do cupuaçu. Entretanto, existem outras que também são preocupantes, pois há grande possibilidade de serem introduzidas, tais como a Moníliase do cacaueiro.

A Monília é uma doença devastadora para o cacaueiro, cujo agente causal é o fungo Moniliophthora roreri. Ela é endêmica no noroeste da América Latina e também em alguns países da América Central e existe uma grande possibilidade da doença chegar ao Brasil, pois está na região de Madre de Dios a uma distância de 600-700 km da fronteira com o Brasil no Estado do Acre ou Amazonas. A introdução da Monília por meios naturais (ventos, cursos de água, insetos, animais silvestres, etc.) pode ocorrer, contudo, pode ser evitada/ retardada se houver rigorosa fiscalização e monitoramento da praga nos plantios de cacau da região de risco.

O Pará é classificado como “médio risco” de acordo com a INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 13, DE 17 DE MAIO DE 2012 que estabelece o Plano de Contingência de Monilíase (Moniliophthora roreri) do Cacaueiro. Considerando os riscos de introdução de Moniliophthora roreri a partir da proximidade das fronteiras com os países de ocorrência, as Unidades da Federação com maior concentração de cacaueiros silvestres e cultivados.

2 - Objetivos

Geral: Levantamento de ocorrência de pragas, visando o desenvolvimento de estratégias para prevenção e controle.
Específicos: Mapeamento e reconhecimento das áreas de produção, Georeferenciamento das propriedades/plantios. Mapeamento da ocorrência de pragas. Elaborar estratégias para informar e sensibilizar os produtores quanto á fitossanidade da cultura. Elaborar, Implementar e padronizar ações de levantamentos fitossanitários. Capacitar o corpo Técnico e profissional da ADEPARÁ que dão suporte ao Programa, além de produtores rurais sobre as forma de controle de pragas.

3 - Medidas Fitossanitárias Recomendas:

  • Realização constante de monitoramento para detecção de pragas no plantio;

  • Retirada das plantas doentes da plantação;

  • Controle químico com produtos registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento;

  • Utilização de sementes registradas;

  • Utilização de variedades resistentes.

4 - Legislação:

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 13, DE 17 DE MAIO DE 2012;

Manual de procedimentos do plano de contingência da Moniliophthora roreri;

PORTARIA CONJUNTA ADEPARÁ e SFA/PA N 182, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2012 sobre o Conotrachelus humeropictus;

Metodologia para procedimentos de levantamento fitossanitário para detecção da praga Conotrachelus humeropictus.

5 - Documentos para Download:

Legislação Federal

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 13

MONILÍASE DO CACAUEIRO.

Legislação Conjunta

PORTARIA CONJUNTA Nº 182

Broca dos frutos do cupuaçu e do cacau.

Manual de Procedimentos

Manual de Procedimentos Plano de Contingência versão final

6 - Contatos:

Tel: (091) 3210-1176.
Fax: (091) 3210-1192.