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31/07/2020 - 21:15

Considerada a principal ameaça à fruticultura nacional, a mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) encontra no Pará seu maior adversário, o trabalho de detecção e correção da praga desenvolvido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará – Adepará, por meio do Programa Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola- PNEMC.

Seis dos sete municípios que apresentaram ocorrência da praga estão aptos a mudarem para o status de área erradicada. A mudança está sendo pleiteada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Em Curralinho, por exemplo, a última ocorrência da praga foi em maio de 2014. Nos municípios de Gurupá e Portel, também na região do Marajó, a praga foi detectada pela última vez em agosto e outubro de 2015, respectivamente.

Os bons frutos, no entanto, não significam relaxamento no trabalho do programa, ao contrário. Quem afirma é o engenheiro agrônomo e gerente do Programa de Erradicação da Mosca das Frutas, Adalberto Tavares.

“O trabalho de monitoramento e combate da praga não para”. Monitoramos a presença da mosca todos os dias da semana. Sem ele, a praga poderia se disseminar o que levaria todo o mercado nacional de exportação de frutos in natura se tornar alvo de restrições”, explica.

Apesar do nome, a mosca-da-carambola ataca mais de 30 espécies diferentes de frutas, entre elas a laranja e a tangerina. A presença da mosca afeta diretamente a economia uma vez que os produtores da região afetada pela praga ficam impedidos de comercializar para outras localidades.

As ações corretivas à praga se dão em três frentes: detecção, correção e educação. Para identificar a presença do foco da mosca são instaladas dois tipos de armadilhas, a armadilha Jackson captura machos e a armadilha McPhail captura machos e fêmeas da espécie. Ambas identificadas e georreferenciadas para possibilitar o monitoramento.

“Apenas para o trabalho de detecção, atualmente a Adepará monitora 1.805 armadilhas estrategicamente distribuídas pelos 144 municípios do Estado, 149 delas localizadas na Região Metropolitana de Belém”, detalha a fiscal estadual agropecuária, Júlia Maia, responsável pelo serviço de levantamento e detecção da praga.

A correção é feita pela pulverização de iscas tóxicas, com os inseticidas adequados, coleta e destruição dos frutos atacados e controle do trânsito. Ou seja, os frutos da região afetada, que são hospedeiros da praga, não podem transitar para o resto do Estado.

Para garantir o sucesso do Programa, moradores e produtores dos municípios onde a praga já foi detectada e eliminada são alvos de ações educativas, incluindo a visita de técnicos da Adepará com o objetivo de conscientizar e esclarecer à população sobre as ações de combate e prevenção, legislação vigente, trânsito de frutos hospedeiros, danos econômicos e os problemas sociais gerados pela mosca-da-carambola.

Os técnicos visitam residências, hidroviárias, embarcações, estabelecimentos comerciais, feiras, órgãos estaduais e federais, escolas e universidades, distribuem material informativo e alertam sobre o risco ao se transportar frutos potencialmente infestados. Quem transportar ou vender frutos hospedeiros das regiões com a presença da mosca carambola poderá sofrer penalidades impostas pela Lei Estadual  nº  7.392/2010  que prevê a apreensão e destruição das frutas e multa para quem as transporta ou comercializa. 

*Matéria publicada em: https://www.agenciapara.com.br/noticia/21180/