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01/08/2017 - 10:45

Uma equipe da Gerência de Educação Sanitária da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) realizou, todas as sexta-feiras do mês de julho, no Terminal Hidroviário de Belém, ações educativas sobre o transporte de frutos hospedeiros de pragas. Mais de 5 mil pessoas que passaram pelo terminal no período de férias, entre passageiros e tripulantes, foram orientadas sobre os cuidados com os frutos transportados.

Durante a ação foram abordados temas como a Mosca da Carambola, Ácaro Vermelho, Raiva e Peste Suína. Nesta sexta-feira, 28, a equipe do posto fiscal da Adepará na Companhia de Docas do Pará (CDP), também esteve presente para orientar os passageiros provenientes de regiões consideradas zonas de risco, como Baixo Amazonas, Marajó e o Estado do Amapá.

Segundo o gerente de educação sanitária da Adepará, Rafael Haber, o objetivo é atuar de forma preventiva, para que as pragas não entrem em território paraense. “Muitos ainda não têm conhecimento dos riscos de transportar frutas hospedeiras de pragas. Estamos aqui para falar sobre a importância da defesa sanitária, para que pragas não adentrem o nosso estado, como a mosca da carambola, que pode prejudicar a nossa fruticultura”, alertou.

A dona de casa Maria Lúcia Azevedo, veio de Macapá passar o último fim de semana de férias com a família, que mora em Belém. “Não sabia que não podia desembarcar em Belém com frutas de Macapá. Essa ação é fundamental para que possamos saber o que podemos ou não transportar. Gostei muito“, elogiou.

O objetivo é fazer com que essa ação seja realizada constantemente no terminal. “Percebemos que muitas pessoas ainda não conhecem a importância de não desembarcar com frutos, principalmente porque se o mesmo for pego entrando com frutos provenientes de zona de risco, ele pode levar multa”, destacou Rafael.

Durante a ação, a equipe da Adepará alertou principalmente sobre a praga conhecida como Mosca da Carambola, existente nos municípios que fazem parte da rota das embarcações que desembarcam no terminal. Com o nome científico de Bactrocera carambolae, a mosca da carambola é considerada uma ameaça à fruticultura mundial.

Ela ataca várias espécies frutíferas, como carambola, manga, caju, laranja, tangerina e jambo vermelho. Os danos causados podem ser observados diretamente nos frutos, onde os insetos depositam os ovos. As larvas perfuram e consomem a polpa, tornando-os impróprios para o consumo. A praga também induz à maturação precoce, queda e apodrecimento do fruto, reduzindo a produção.

Os prejuízos podem causar forte impacto socioeconômico, já que a fruticultura nacional tem grande relevância para a economia do país, com diversos produtos na pauta de exportação. A praga ainda dificulta a exportação de frutas e requer o aumento do uso de agrotóxicos, o que encarece a produção e afeta o meio ambiente.