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12/01/2018 - 11:30

O roubo de gado é um crime que ainda preocupa pecuaristas e autoridades dos estados do Pará e Amapá. Dados da Associação de Criadores do Amapá (Acriap) mostram que o prejuízo com o roubo e furto de gado na região chega a R$ 50 milhões contabilizados em 2015 e 2016. Diante disso, as Agências de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) se uniram para elaborar estratégias, junto aos pecuaristas e órgãos públicos, de combate a esse crime.

De acordo com o diretor geral da Adepará, Luiz Pinto, é fundamental manter o diálogo com as autoridades que tem alguma competência sobre os fatos ocorridos e tentar achar possíveis soluções para coibir a prática desse crime. “Temos que discutir de forma conjunta estratégias que possam ajudar a diminuir estes acontecimentos. O roubo de gado é um prejuízo econômico para o produtor, mas também sanitário, pois o consumidor acaba tendo acesso a uma carne sem qualidade, que não passou pelos processos de inspeção sanitária", explicou.

Ainda segundo o diretor, é importante que o produtor rural denuncie o roubo e acompanhe o processo para que os responsáveis sejam punidos de fato pelo crime cometido. “Se existe o roubo/furto de gado é por que existe mercado comprador para esse tipo de produto, e é nesse mercado que o Ministério Público pode atuar diretamente coibindo as ações”, atesta a promotora de justiça do Pará, Mônica Melo.

Segundo o presidente da Associação dos Pecuaristas do Amapá, Iraçu Colares, algumas características frequentemente encontradas em situação de roubo de gado são as orelhas cortadas (para não identificação do sinal de orelha) e a marca de ferro candente nova em animal adulto. Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), destacou que o roubo de gado é um problema de nível nacional e internacional, pois afeta diretamente a imagem da qualidade do produto de origem animal que chega à mesa do consumidor.

No município paraense de Chaves, localizado no arquipélago do Marajó, que concentra o maior rebanho de búfalos do Brasil, o prejuízo anual com esse crime é de R$ 8 milhões.

Na quarta-feira, 10, uma reunião realizada em Macapá, com a presença de representantes das Agências de Defesa Agropecuária, Secretarias de Segurança Pública, Polícia Militar, Ministério Público Estadual, Judiciário, Federação da Agricultura e Superintendência do Ministério da Agricultura e Abastecimento dos Estados do Amapá e Pará, definiu ações para coibir o roubo/furto de gado na região, dos quais se destacam:

  • Envolvimento dos órgãos de defesa estaduais e federais, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública, Ministério Público e Capitania dos Portos nas ações de fiscalização e apreensão de roubo/furto
  • Reativação de termo de cooperação técnica entre Pará e Amapá
  • Intensificação de medidas de fiscalização e controle dos produtos de origem animal que são disponibilizados para o mercado consumidor
  • Treinamento de polícia técnica do Estado do Pará e Amapá para verificação em casos de roubo de animais
  • Criação de um fórum permanente de discussão
  • Criação de delegacia especializada na investigação do roubo de gado.